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sábado, 21 de janeiro de 2012

Alguém me Parou - Retirada do Fixador.

Há algum tempo contei AQUI como sofri um acidente e minha vida parou. Desde então o artesanato tem sido meu amigo, companheiro e passa-tempo nessas horas infindáveis que passo em casa. Sou uma pessoa muito ativa, não gosto  de depender de ninguém e a hora que me dá na telha saio pra fazer o que quero. Ficar limitada é um afronto e ao mesmo tempo um desafio. Descobrir novas formas de fazer o que gosto, e depois descobrir que gosto muito dessa forma nova! Não, não gosto de estar limitada, não é isso, mas gosto do desafio de ter que aprender a me virar assim mesmo! Então hoje venho mostrar que me livrei do fixador. Sou livre de novo!!!!
Ontem estava assim, com um ProCallus no úmero direito segurando o osso fraturado.
Na foto acima é hoje 20/01 pela manhã (6:30h), após o banho antes da cirurgia para retirada dos ferros, espelho todo embaçado. 
Entrei no centro cirúrgico  as 15:20h, saí as 16:20h, morrendo de fome. Na foto acima já estou em casa, sem o fixador e são 23:30h. Sinto um pouco de dor, mas não me limita. Agora tá batendo um soninho... Amanhã posto os vasinhos com tulipas que a Kelly me encomendou pro aniversário de 1 ano da Bianca. Aqui em casa todo mundo adorou! Beijokas a todas (os) e bom findi!!!!!!!


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Porque parei? (de postar) 6ª parte

Após a visita oficial veio um japa marido de uma amiga do Incor, conversamos um pouco e ele se foi. É bom receber visitas, e são especiais aquelas que você não está esperando. Foi anoitecendo e chegou o jantar eu queria comer mas nada me apetecia, enjoava só de ver o acompanhante ajudar a mãe dele a comer. Veio uma banana e foi meu jantar, pedi auxílio pro acompanhante da minha vizinha colocar água no copo pra mim. A banana não caiu bem e voltou tudo, chamei a enfermagem e pedi remédio de enjoo, não sei qual recebi porque não perguntei. só sei que senti minha boca seca e umas ondas de calor, logo o suor estava brotando na testa. Devia ser quase 20h quando chegou uma turma de colegas do Incor pra me visitar, fizeram a volta na cama, batemos papo um pouco e depois se foram, estavam saindo do plantão. Visita é muito bom, pois chega uma hora que a gente precisa de um incentivo pra aguentar a internação. Logo depois que eles saíram chegou a auxiliar que ia ficar como acompanhante da senhora do leito ao lado. Veio o lanche da noite e era bolacha doce com chá, desceu melhor. Logo depois a moça acompanhante arrumou a poltrona e se ajeitou pra dormir e falou que caso precisasse era pra eu chamar, tudo escuro, dormi também. De madrugada acordei com minha bexiga cheia, quando ia chamar a enfermagem a moça se ofereceu pra me ajudar, disse que não precisava mas ela insistiu, dai aceitei né? Dormi até de manhã, não me lembro se tomei café. Me lembro de ter recusado a dipirona, eu tinha pouca dor e a impressão de que era essa medicação que estava me dando náuseas, pois não tinha outro motivo. Por volta das 9h veio uma enfermeira do Incor que estava acompanhando estagiários de enfermagem, perguntei se ela podia me levar pro banho (no banheiro) ela foi verificar e disseram que não, pois ali na enfermaria ainda não tinha ficado em pé. Logo depois veio uma Auxiliar para me dar o banho, no leito. Ela veio com um aparato muito legal de dar banho no leito, é como se fosse um tambor com chuveirinho e a água estava com uma temperatura gostosa. Seria legal ter um daqueles na nossa enfermaria no Incor, invés de baldes e bacias. Segundo me disse a Auxiliar, enche ele uma vez e dá pra fazer vários banhos.
Tambor com água para banho no leito.
Achei esse aí encima que é parecido, o de lá era inóx, mesmo material dos baldes e bacias. depois do banho recebi visita de duas figurinhas maravilhosas que contrabandearam mexerica pra mim!! Que delícia poder comer algo que gostamos quando nada desce. Depois do banho e da mexerica deu um soninho e dormi um pouco. Acordei com uma equipe de médicos saindo dos pés da minha cama e indo pra cama ao lado, discutiram o caso da senhora, dizendo que ela ia embora assim que sentasse, ficasse de pé e aprendesse a subir escadas, pra não danificar a prótese. Assim que eles saíram, perguntei ao filho da senhora o que eles havia dito sobre mim. Ele falou que ouviu algo sobre alta. Caramba, isso é que é visita médica, nem perguntaram como me sentia. Veio o almoço e eu empolgada não tinha fome, embora as náuseas tivessem ido embora. Depois do almoço veio mais duas gratas personas me visitar, e eu pude me deliciar com um copo de coca-cola. A tarde meu irmão veio me visitar e meu filho Richard também. Meu irmão deixou o telefone comigo e disse que não aguentava mais atender ligações, falei que achava que estava de alta, pra ele ir verificar. Voltou dizendo que eu estava de alta e disse que ia providenciar medicamentos e buscar uma tipóia para o braço. Liguei pra Minha amiga Cida pra vir me buscar, ela falou que ia demorar um pouco pois o Júlio (marido dela) estava voltando de uma viajem e tinha achado um cachorro na estrada. Liguei pra minha irmã e pedi pra ela falar para minha mãe fazer uma canja sem gorduras e óleo. Enquanto isso elevaram minha cama pra eu me acostumar com a postura, bem que eu podia ter tomado banho de chuveiro pela manhã. Ninguém sabia da minha alta então não veio roupa pra eu ir embora, falei pro meu filho ir no Incor buscar minha roupa que estava no armário e liguei lá para a Enfermeira ver se eu tinha algo que desse pra cortar a manga e entrar no braço com o fixador, não tinha, mas a minha chefe ainda estava no plantão e mandou uma regatinha daquelas tipo segunda pele e foi a salvação. A Cida ligou que estava chegando, tudo estava arrumado, o Enfermeiro veio e deu rápidas orientações, colocou tipóia no braço direito e fez cara de quem não entendeu o porque daquilo, já era quase troca de plantão e eu queria sair logo. No IOT não deixam acompanhante descer com a cadeira de rodas um Auxiliar tem que acompanhar. Aguardei uma pessoa ficar disponível para descer comigo, entrei no carro com dificuldade, a tipóia estava atrapalhando, pegava bem encima de uma das inserções. No caminho a Cida foi me contando que o Júlio achou um cachorro (filhote) na estrada, parou o carro e pegou o bichinho, chegando em São Paulo eles levaram o cão pra tomar banho e só depois de deixar os dois em casa ela pode ir me buscar. Depois de mais ou menos 1h cheguei em casa. Fui andando do carro até a casa da minha mãe, nem cinquenta metros, eu me arrastava, só então percebi que tinha dificuldade na perna esquerda. Já imaginava a canja....

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Porque parei? (de postar) 5ª parte

É domingo dia 26/06 17:30. Acordei colocando o que tinha no estômago pra fora. Não gosto de me queixar de náuseas porque a medicação que vão me dar, vai me causar ainda mais sono e moleza. Chegou o jantar e ainda nem tinha escurecido, isso é normal. Dependendo do dia são poucas copeiras e a mesma quantidade de trabalho, então elas começam cedo. Me senti lá em Leopoldina com esse jantar vespertino. 
Leopoldina - MG
A comida não me apeteceu, fiquei de novo no mamão, só não digo que meu intestino vai ficar regulado porque já o é! Embora não funcione nunca enquanto eu estou hospitalizada, ainda mais sem poder sair da cama. Eu acho que estava no meio de um cochilo quando veio umas colegas de onde trabalho me visitar. A Nilma entrou e parecia que tinha saído de uma tempestade, com uma capa de chuva, que na verdade era proteção de corpo para quem vai entrar na UTI, mas eu estava meio grogue, na hora não me ocorreu, me lembro de ter contado mais ou menos a história do acidente pra ela. Cochilei novamente e aí veio a minha amiga Cida, trouxe creme dental, escova de dente e cabelos, shampoo, creme, sabonete e protetor labial, precisa existir mais pessoas com esse senso de necessidade, isso existe? Só sei que fiquei super grata, meus lábios pareciam pneu descascando, saiam lascas, fora que eu estava tomando banho com clorexidine degermante. Batemos um papo sobre as necessidades que passamos em hospital e ela saiu pro marido dela entrar, somos amigos desde o... bem deixa prá lá, nos conhecemos a bastante tempo, ele ficou por uns minutos e saiu pro meu último visitante entrar. O Thiago veio, conversamos um pouco e depois eles se foram, todos parecendo que vieram da chuva! As pessoas não fazem ideia do ânimo que dá receber visitas. A gente se distrai, o tempo passa mais rápido e por alguns momentos paramos de pensar na dor. Claro que existe o fato de todos quererem que eu venda a moto e compre um carro, mas isso é assunto pra mais tarde. Lá pelas 20h apareceu o Médico, era outro, me perguntou como eu estava, falei da dor que sentia nas costas e ele me falou da importância de saber o que havia com o pulmão que minha saturação só subia com o Bipap. Falou que ia pedir novo RX e pra eu tentar encher o peito de ar o máximo possível na hora do exame. Umas duas horas depois veio dois técnicos de RX, e foi o primeiro exame que fiz sentada. Eles me pediram pra levantar eu disse que não conseguia, daí ergueram a cama e colocaram aquela placa que eles usam atrás de mim na região do dorso. Me esforcei prá encher o peito de ar quando pediram, foi o máximo que eu conseguia, mas não era muito. Senti queimar como se fosse na base do pulmão esquerdo. Mais tarde o Médico veio me falar que havia uma costela fraturada do mesmo lado que eu sentia as dores, "Eu sabia que tinha alguma coisa errada", foi meu primeiro pensamento. Estava explicado, por isso eu não conseguia respirar fundo e ficava falando aos soquinhos. A fisioterapeuta que veio me ver disse que havia sido a 5ª costela do lado esquerdo.

O bom da coisa é que ia pro quarto no dia seguinte e tinha me livrado do Bipap, a máscara de O2 continuava, o enjoo e a dor também, isso não era tão bom. Dormi ansiando pelo dia! Segunda-feira 27/07, pela manhã vieram duas auxiliares me dar banho... Lembram quando eu falei que podiam causar mais dor além das que eu já sentia??? Eu queria a moça do domingo, por favor!!! Foi um alívio quando o banho e o curativo terminaram, mas o cheiro do shampoo não foi legal, aumentou minhas náuseas. Tomei café com vontade, nem me importei de ser café com leite, me arrependi. Lá pelas 10h  me comunicaram que eu ia pra enfermaria. Pela manhã veio duas queridas escriturarias do Incor, Deinha e Duzinha, isso é minha mania de chamar do meu jeito as pessoas que gosto. Estava mais acordada e mais bem humorada de estar saindo da UTI, sempre solícitas me perguntaram se eu queria algo, só a visita já era tudo pra mim, mas a gente sempre pede algo né?  Logo em seguida já vieram me transferir. Nisso da transferência houve uma mudança nos horários de medicação e eu tive que pedir medicação pra dor e novamente falar das reações que tive ao Tramal. O novo quarto em que estava não tinha ninguém, mas ouvi falarem que logo chegaria e pra facilitar a outra transferência me deixaram do lado da janela, ficando a cama da porta para a outra paciente que chegaria. Do lado esquerdo da minha cama ficava uma porta rente a minha cabeceira que dava para uma sacada e mais pros pés uma janela, então era bem claro e amplo o quarto. Não havia uma hora que eu havia chegado e chegou minha vizinha da cama ao lado, uma senhora com prótese de fêmur e o filho acompanhando.  Na hora do almoço veio arroz, feijão, panqueca e fruta, só que o estômago reclamava só de sentir o cheiro, fiquei com a fruta. A cama da enfermaria é ortopédica, própria pra fraturado.
Cama Ortopedica
Tem um trapézio pendurado nela onde a gente pode segurar para ajudar no momento de mudar de posição na cama ou se levantar, isso dá muito mais mobilidade pro paciente, no meu caso não ajudava muito pois não conseguia fazer força com o braço esquerdo devido a costela fraturada. O filho da senhora do meu lado, se dispôs a ajudar-me caso precisasse. O que mais me incomodava era a dor nas costas, o braço ainda estava inchado e doía um pouco mas não tinha mais ficado encharcado. O dedo não doía se eu não tentasse mexer. A tarde passou e por volta das 16:30 veio meu filho mais novo me visitar e ficou por pouco tempo pois não sabia do horário de visitas. Fiquei sabendo que meu irmão Isaias estava tomando conta da papelada do CAT, Comunicação de Acidente de Trabalho. Quanto mais tempo demorar pior fica pra dar entrada no INSS, mais tempo demora pra eu começar a receber. Mas já estava em andamento isso era ótimo! Fiquei matutando... como um ato impensado pode transformar completamente a vida da gente, não dava pra esquecer, todos com quem conversava me ajudava a manter viva a cena do acidente.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Porque parei? (de postar) 4ª parte

Subi para o Centro Cirúrgico em maca com a Auxiliar  e o Médico.  Chegou a Anestesista e fez um novo acesso pois o outro não estava infundindo bem, eu já estava na mesa de cirurgia. Só lembro disso, nem vi a máscara... Acordei com alguém me chamando... Elizabeth! Elizabeth! Abri os olhos, havia uma moça do meu lado, não sei quem era. Perguntou se eu estava me sentindo bem. Respondi que estava... e apaguei de novo. Quando acordei estava num quarto grande, havia duas camas, mas a outra estava vazia,  olhei pela janela enorme depois da cama à minha esquerda e já havia escurecido, os fios no meu peito mostrava que eu estava monitorizada e também estava com nebulização contínua. 
Nebulizador, traquéia e máscara.
Veio uma Auxiliar de cabelo chanel, falou o que eu já suspeitava. Que eu estava na UTI pois a saturação de oxigênio não estava boa. Pra quem não é da área funciona a grosso modo dessa maneira: Você respira e o oxigênio é carregado pelo sangue, o valor é mensurado por um oxímetro de pulso, aquele aparelhinho que colocam na ponta de um dos seus dedos quando passa na triagem de algum hospital.
Oximetro de pulso
O valor normal é variável e depende do estado e patologia de cada paciente. Mas é desejável que esteja acima de 90%, se menos os órgãos e tecidos sofrem pela falta de uma oxigenação eficiente. Eu estava saturando 80% sem a máscara de oxigênio, por isso eu estava na UTI. Ninguém havia mensurado o O2 antes de eu ir para o Centro Cirúrgico, assim não tinham um parâmetro, mas eu sei que minha saturação varia entre 96% e 98% então eu sabia que estava bem baixa. Meu filho subiu para me ver e depois foi embora, eu estava tão grogue que se falei algo pra ele eu me esqueci. Eu não me sentia cansada, apenas com dificuldade de encher os pulmões de ar devido aquela maldita dor nas costas. Quando veio o médico eu relatei a ele o que eu estava sentindo, e ele solicitou um RX. Lembram que eu tinha a impressão de que não havia enchido o peito de ar o suficiente no RX quando ainda estava lá no Pronto Socorro? Novamente tive essa  impressão, mas era o máximo que  conseguia. Avaliaram o RX, acho que não viram nada, pois não me falaram nada. A auxiliar veio me perguntar se eu queria jantar, estava completamente sem fome, mas sabia que tinha que comer algo ou então começaria a ficar enjoada. Perguntou a última vez que havia urinado,  respondi que havia sido antes de sair do plantão na sexta... 24 horas sem ir ao banheiro! Isso é condicionamento de Aux. de Enfermagem, a gente fica sem tempo, vai segurando, só mais uma anotação, só mais um atendimento, só vou instalar mais uma inalação e quando vê passou todo o plantão sem ir no banheiro. Ela perguntou se ninguém havia oferecido comadre e eu disse que não pedi, mas agora eu queria. Veio uma sopa e foi quase impossível comer, no meu braço direito tinha um fixador externo que mais parecia peça de robótica e estava todo enfaixado de modo que eu só via a peça externa.
Fixador Externo (já estava em casa)
Minha mão esquerda estava toda enfaixada com a ponta dos dedos de fora. Consegui equilibrar a colher entre os dedos indicador e médio da mão esquerda e comecei a difícil tarefa de levar a colher até a boca. Não era porque a colher estava mal posicionada ou da dificuldade de comer com mão esquerda, era porque cada tentativa de levantar a colher me causava uma dor intensa nas costas. Depois de cada colherada eu tinha que descansar, fora que metade da sopa ficava no caminho entre o copo e a boca. Mais tarde um pouco veio o médico e falou que ia colocar o Bipap em mim pra ver se melhorava a oxigenação. Colocou a máscara e eu tive a impressão que ia morrer com aquele treco no nariz, o cheiro da borracha me deixava nauseada aquele vento que de vez enquando eu perdia a noção e o trem não parava de soprar, e a sopa querendo sair. O Bipap é uma máquina de ventilação não invasiva, coloca-se uma máscara facial ligada ao aparelho por uma traqueia por onde passa o ar. Esse ar entra com uma pressão elevada quando o paciente inspira (como se tivesse um ventilador ligado na sua cara e hermeticamente fechado, pra não vazar ar por nenhum lugar.) e baixa pressão quando expira. 
Máscara de Bipap.
O difícil é controlar isso com náuseas. Depois de 40 minutos que pareceram 3h ele veio retirar, que alívio, mas as náuseas já haviam se instalado e a dor nas costas piorado. Pedi remédio pra dor, fui atendida, colocaram dipirona EV (na veia). Pareceu que as náuseas aumentaram, então tentei dormir quem sabe passava o mal estar. O sono sempre foi o meu refúgio, quando estou chateada, triste ou meio deprê eu durmo e geralmente acordo melhor. Na parede da janela tinha um relógio, por isso sei que me medicaram com outra dipirona as duas da manhã, e por volta das 4 vieram ver minha glicemia. Sou diabética, por isso tenho que  ver os níveis de açúcar no sangue, e na UTI isso é feito de 4 em 4 horas. Eram por volta de 8 horas quando veio uma moça me dar banho, muito simpática e atenciosa, perguntou se eu podia ajudá-la. Eu disse que faria o máximo para ajudar, ela falou que se eu sentisse que não dava ela esperava a colega terminar um banho e viriam as duas. Eu ajudei, com muita dificuldade, pois não dava para virar pro lado direito por causa da peça de robótica. E o lado esquerdo devido a dor nas costas. Banho no leito é horrível, só quem toma pra saber, mas a moça foi muito gentil e eu só senti a dor necessária. Bom... eu sabia que ia doer, mas sempre há pessoas que conseguem causar mais dor do que a que já sentimos. Terminou o banho e começou o curativo. O braço estava bem inchado e com um curativo com Zobec e faixa e havia uma exudação serosa, a moça trocou o curativo e vi os pinos inseridos na pele, 4 pinos, o curativo ficou com um aspecto melhor. Na mão esquerda ela tirou a faixa e pude ver o que eles chamavam de Fio de Kirschner, tinha a aparência de um arame cozido enfiado na lateral do polegar abaixo das duas juntas principais e externamente ficava um L do mesmo material, que depois descobri que é para facilitar a retirada. 
Fios de kirschner, toda a parte reta é enfiada para fixar os ossos e a parte entortada fica do lado de fora da pele para ser puxada quando for a hora.
Entre o polegar e o indicador tinha um corte com pontos. ela limpou e fez um curativo menor e eu fiquei grata por ficar com os dedos mais livres. Logo após o banho veio o café da manhã, meu estômago revirava com o cheiro do café com leite, eu estava com fome mas sabia que não ia conseguir comer. Então decidi comer a fruta, mamão picadinho, com aquela mesma dificuldade da noite anterior, só não caía no caminho porque eram pedaços. Eu continuava com nebulização contínua, ou seja, continuava com o cheiro nauseante de borracha, noite toda, dia todo. Por volta das 10h veio a Fisioterapeuta, super simpática me comunicou que íamos tentar sentar na poltrona e ela ia colocar o Bipap. Foi muito difícil sentar na cama, a dor das costas era enorme e agora ao me levantar tinha uma dor nova na região da virilha, eu já senti essa dor uma vez que estava lavando o banheiro e escorreguei, ia abrir as pernas num espacate. mas consegui me segurar. Então imaginei que ao ser arremessada da moto devia ter feito um espacate sem querer. 
espacate
Fui caminhando arrastando os pés até a cadeira que estava do lado da cama e me sentei. No movimento de me sentar projetei o peito pra frente e parecia que o tórax ia desgrudar e cair no chão de tão pesado, tudo isso foi feito com auxílio da Físio, se não fosse ela nem ia me desencostar da cama. Ela instalou o Bipap mas eu fiquei muito mais desconfortável que a noite anterior, não conseguia me recostar porque doía as costas, então ficava um pouco inclinada pra frente. A Fisio veio e falou pra eu recostar, eu disse que não conseguia. Fiquei 20 minutos na marra e falei que não conseguia mais, ela retirou muito a contragosto. Voltei para cama em seguida, pois a dor nas costas não me deixava confortável. No almoço veio comida e perguntei se dava pra trocar por sopa, mesmo assim não consegui comer e fiquei na fruta, era uma laranja picada. No lanche  da tarde veio café com leite e pedi pra trocar por chá, consegui comer as bolachas também, mas as náuseas não me deixavam, eu achava que era o cheiro da borracha. Consegui dormir um pouco depois do chá. Continua...

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Porque parei? (de postar) 3ª parte

Continuando... Antes de ser transferida meu filho Richard chegou, e fomos todos juntos para o IOT por um túnel subterrâneo que liga os dois Institutos. Minha irmã foi pra casa dormir e ficou meu filho.
Meu filho Richard. Designer.
Assim que cheguei fui examinada por um casal de médicos, novamente falei da dor na escapula. Pediram novos RX, disseram que os da emergência nunca saem como eles querem. Desse vez não teve refresco, puxam pra lá, viram pra cá até ficar na posição que eles querem. Só tiraram RX de onde tinham as fraturas e um do tórax devido a minha reclamação, me mandaram encher o peito de ar, fiz o possível com a sensação de não ter sido o suficiente. Voltei pra sala onde estava, do meu lado tinha um rapaz que parecia ter quebrado a mão. A médica veio e avaliou os RX, saiu da sala e tempos depois voltou com outro médico dizendo que tinha que fazer uma tomo do braço, ele olhou o corte da minha mão esquerda e resmungou algo que não entendi. Em seguida fui encaminhada a tomo, de novo tive que voltar pelo mesmo túnel que havia percorrido a pouco tempo, coitada das auxiliares, peso 95kg. Chegando lá já entrei direto na sala. De novo me colocaram na maca da tomo com colchão e tudo. Só que desta vez eles não queriam tomo de crânio, era do braço, só do braço! A maca da tomo tem formato de canoa e eles queriam me colocar de lado lá, me pediram pra posicionar o braço e eu respondi que não conseguia, estava quebrado ao meio... daí foram pro meu lado esquerdo e puxaram o colchão e meu braço quebrado caiu pendurado do lado da maca!!!!!! Puta merda que dor do cão!! Rapidamente pegaram meu braço e colocaram na lateral do meu corpo mas a dor já tinha se instalado. Não dava pra passar no tomógrafo devido o colchão solto, daí amarraram um lençol em volta do colchão passando por baixo de mim. Claro que eu estava chorando de tanta dor devido a queda do braço. Tentaram fazer a tomo mas novamente o colchão enroscava. Novamente ajeitaram, puxaram o colchão pra cima e enfim conseguiu passar com o colchão raspando no arco do tomógrafo. 
Tomógrafo
Fiquei muito aliviada quando me passaram pra maca de novo, finalmente haviam conseguido! Voltei pelo túnel para o IOT, meu filho continuava lá me esperando sentado, ainda bem que ele havia carregado o notebook com ele, um passatempo, pois eu não conseguia nem falar direito. Eu não tinha noção das horas nem ânimo pra perguntar. O médico veio falar comigo, disse que ia colocar um fixador externo no braço direito e um Fio de kirschner na luxação do polegar esquerdo. Ele me explicou que esse procedimento era pra minimizar o tempo de internação e que provavelmente eu iria embora na segunda-feira,  era sábado. Caso fosse colocar uma haste interna ia ter que encomendar e demoraria um pouco (dias), perguntou a hora da última vez em que havia comido ou bebido algo e só então me dei conta que minha última ingesta de qualquer coisa foi no dia anterior as 18h, falei pra ele que pareceu não acreditar. Depois veio a médica e me fez a mesma pergunta e recebeu a mesma resposta, ela ainda completou: Ninguém te deu água em nenhum momento??? E eu respondi que sabia da possibilidade de ir pro centro cirúrgico e que por isso não pedi água. Até tive sede quando estava na emergência, mas não pedi. O contrário do médico ela pareceu ficar satisfeita com a resposta. Eu estava consciente e não via a hora daquilo acabar logo. Não notaram nada no RX das costas, mas eu tinha certeza que havia algo, pois sentia os ossos raspando entre si lá dentro a cada tentativa de movimentar o dorso na maca. Pedi um remédio pra dor por causa do braço e das costas, falei que tinha passado mal com o Tramal e me deram Dipirona e Morfina. Veio uma auxiliar e disse que ia me levar pro banho, pedi a ela que tirasse meu sutiem sem cortar, tenta daqui e de lá, ela conseguiu. Pedi isso porque o resto já estava cortado, minha calça, a camiseta, a blusa de lã e a jaqueta. Ela me levou na maca pro banho. É um banheiro enorme, fiquei pensando que podia ter um assim no InCor, pra quando o paciente fica muito tempo acamado, a gente colocar numa maca e dar um banho decente. Seria o sonho de muitas colegas e pacientes também. Depois do banho com bastante água, voltei pra sala onde estava. O médico avisou que assim que estivesse pronta podia subir pro centro cirúrgico. A auxiliar estava sozinha pois em momento algum vi mais alguém por ali. Ela falou que tinha que fazer outro acesso, tirar o esmalte e instalar antibiótico profilático. Pedi a ela pra dar  a acetona e algodão pro meu filho que ele ia adiantando o processo. Meu filho tirava o esmalte com tanto cuidado e tão lentamente. que a moça fez o acesso, instalou o antibiótico e ele estava tirando o esmalte ainda. Tinha esmalte nos pés e nas mãos e era aquela cor Merengue da Impala, quase vermelho, ele teve um trabalhão. Daí fui pro centro cirúrgico e meu filho ficou esperando, ele falou que isso aconteceu por volta das 13h, eu realmente perdi a noção de tempo, como disse nem me lembrei de comer ou beber água. Continua...

terça-feira, 26 de julho de 2011

Porque parei? (de postar) 2ª parte

Continuando... Não sei bem a hora que cheguei no hospital,  lembro que antes de entrar na emergência o socorrista do lado da maca brincou: Viu onde cortei sua bolsa? Nem consegui responder de tanta dor que sentia. Me passaram para maca da emergência e começou os procedimentos de rotina para eles, estudei tudo isso na escola, mas na hora parece que a gente esquece tudo, principalmente se ocupamos o lugar inverso ao que deveríamos. Veio um médico e apalpou as pernas, e segurou o ossinho da lateral do quadril (crista ilíaca)  com uma mão de cada lado, pressionou com força, sempre perguntando se doía, pareceu que fez isso com toda força que tinha. Definitivamente não havia fratura ali ou eu teria urrado de dor. Novamente falei da dor que sentia nas costas, na verdade falei escapula, que era onde parecia doer mais, talvez devido a limitação de movimento que eu tinha no braço esquerdo. Pareceu que não me deram ouvidos, passaram a desembrulhar a mão e em seguida o braço, isso sim era dor. meu braço foi imobilizado dobrado e eles disseram: Você conhece o procedimento, vamos ter que colocar num ângulo reto... Lá se foi meu aparente controle, nossa... foi muita dor. Daí pedi remédio pra dor e fui atendida. O único nome que me lembro é da Aux. Margô, pois era o mesmo nome de uma colega do Incor. Um dos médicos tentaram um acesso, sem sucesso e a Margô foi lá e resolveu o negócio. 1 ml de dolantina e eu fiquei bem das dores em pouco tempo, conseguia até falar melhor. A Margô chegou com minha bolsa para arrolar os valores que ali continha. Aff!!! Sou muito desorganizada e minha bolsa querida tem 4 aberturas diferentes, tinha dinheiro em tudo que é parte. Eu ía falando e ela ía tirando dinheiro dos lugares e colocando encima de mim, por não haver lugar onde colocar, não que o dinheiro fosse muito, rsrsrs, é que a sala estava regurgitando de gente. Pra ajudar ouço o barulho de uma maca entrando e alguém gritando "parada"!!!!! Aff, até eu na maca tive o ímpeto de levantar, tamanha a força que essa palavra tem no nosso meio. Para quem não sabe, grita-se assim quando um paciente está em parada cardíaca. Nem preciso dizer que a Margô deixou tudo encima de mim e foi atender a parada. Depois disso como não tinha ninguém ali me inquirindo, o efeito do remédio pesou e eu adormeci com som das vozes gritando medicações e ordens ao fundo, só acordei novamente com a mesma Margô e um Enfermeiro que pegou meus valores e meus aparelho e levou pra guardar. Naquela hora, olhei a alça da bolsa e a vi dobrada com uma etiqueta, provavelmente com meu nome. E me perguntei se era lá onde estava a etiqueta o lugar onde tinham cortado a alça. Agora me colocaram no corredor e fiquei esperando o RX, os rapazes do RX foram super legais também, lógico que doeu pois tinham que posicionar o braço, mas não foi como na hora de deixá-lo em ângulo reto. Voltei pro corredor. Não me lembro do nome do Técnico, só lembro muito bem que ele me perguntou se já haviam entrado em contato com minha família ao que respondi que já haviam tentado e não conseguiram. Ele me pediu o número e passei pra ele.  Volta e meia ele passava perto da maca e dizia que estava tentando. Daí me levaram para fazer uma tomo para ver como estava a cabeça, já fui imaginando como iam me passar pra mesa da tomo, sofri antecipadamente, eles me arrastaram com colchão e tudo como haviam feito no RX e voltei pro corredor. Não sei quem conseguiu ligar, sei que por volta das 00h minha irmã chegou. 
Minha irmã Rosa

Falei pra ela pegar minha bolsa e capacete, pedi pra ligar para Maria avisando do acidente e pro meu irmão ir retirar a moto na delegacia, ele até foi, mas a moto não tinha como sair de lá andando e eu não sabia disso. Ele a colocou num estacionamento e foi buscar no dia seguinte com a preciosa ajuda do meu amigo Alfredo. Se ele não tivesse feito isso, iam remove-la para um pátio, daí eu teria que pagar diária, guincho e sei lá mais o quê! Quando ela retornou pra perto da maca estava com minha bolsa a tiracolo, ali eu soube que não haviam cortado a alça.
Frente da moto, roda torta e falta de painel.
 Bom, enquanto isso eu continuava na maca, num determinado momento comecei a sentir dor novamente, pedi minha irmã que chamasse alguém e tempos depois fui medicada com Tramal EV. Eu nunca havia tomado esse medicamento e meu corpo não aceitou muito bem, comecei a vomitar, com as ondas de náuseas mais a força pra eliminar o que não tinha no estômago, vinha a dor nas costas e falta de ar. Minha irmã, coitada, passou a noite do meu lado, ainda bem que arrumaram um banquinho pra ela. Depois de determinarem as fraturas, faltava a liberação do Neuro, que fiquei aguardando quase até as 7 da manhã do dia 25/06. Aí veio a passagem de plantão e 15 minutoas antes e 15 depois, aproximadamente, não se faz nada que possa esperar um pouco e eu podia esperar. Fui levada pro IOT depois disso, acho que já eram mais de 8h. A troca de plantão é um momento importante do começo de cada turno de enfermagem, é o momento em que o pessoal do turno que está saindo passa para os que estão chegando tudo que aconteceu no plantão e as pendências que ficaram de cada paciente, eu era uma pendência. O Hospital das Clínicas de São Paulo é enorme e se divide em vários institutos que tomam conta de um quarteirão inteiro, fora os Hospitais de retaguarda. 
Este é o Instituto Central e o prédio amarelo é o Prédio dos Ambulatórios. (foto da Internet)
Primeiro fui atendida na emergência, depois fui encaminhada ao Instituto de Ortopedia e Traumatologia onde fiquei internada. Continua...

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Porque parei? (de postar) 1ª parte.

Não parei, me pararam. Dia 24/06, 20h, ía eu feliz da vida pra casa da minha amiga Maria, ponte de feriado, após um plantão tranquilo no InCor. Quando um motociclista me parou, fui arremessada da moto de encontro ao muro de contenção do Viaduto Diário Popular. Por um minuto não consegui encher os pulmões de ar, minuto que pareceu uma eternidade, fiquei estatelada no chão olhando pro farol verde acima da minha cabeça e soltei um urro quando consegui respirar. Porque é que aquele cara tinha que fazer isso??? "Tenho que avisar a Maria e meus pacientes" foi a primeira coisa que me passou na cabeça. Em seguida via o cara da outra moto andando de um lado pro outro de bobojaco e bermudão, ou melhor, eu via as pernas dele enquanto cuspia os pedaços de dente pra fora da boca. 

Alguém que não era ele veio me pedir um telefone para contato com meus familiares, só conseguia lembrar do número de casa que por sinal ninguém atendia. Alguém gritou pra alguém chamar o socorro. Eu via o motociclista andar de um lado para o outro, agora com a mão na cabeça, acho que estava mais longe de mim. Um gentil rapaz que parecia estar de moto também, perguntou meu nome e como eu estava e ouvi alguém dizer: É mulher. Minha voz saía entrecortada e com muita dificuldade devido a costela fraturada, mas eu ainda não sabia disso. Sentia muita dor nas costas ao falar e respirar, daí comecei a contabilizar os danos, de onde eu estava não dava pra ver a moto... levantei a mão esquerda onde sentia leve ardência e constatei que havia um corte de aparência profunda entre o dedo polegar e o indicador, notei ainda que o polegar estava fora do lugar.... tão reto quanto os outros dedos, parecia que era só isso neste braço. Ouvi o gentil rapaz dizer: "Também já caí algumas vezes", que ele enumerou mas não me lembro. Passei para o outro braço, conseguia mexer os dedos e o pulso, mas sentia uma dormência aumentar no braço perto do ombro, deduzi que este havia fratura ali. Daí começou a parecer que o resgate estava demorando muito, ouvi alguém dizendo pra ligar pro SAMU e isto também foi feito. O gentil rapaz perguntou como tinha acontecido o acidente, e ouvi o motociclista dizendo que estava verde pra ele e que um taxista que quase tinha me pegado, (taxista fantasma este, pois em nenhum momento o vi), bem, eu queria muito falar, mas não conseguia devido a dor intensa que sentia ao respirar, ainda ouvi o motociclista falar que motoqueiro é assim mesmo o farol abre e já sai na frente. Chegou o resgate e logo começaram os procedimentos, neste momento fiquei mais aliviada por já ter chegado o socorro, para mim pareceu que durou horas para chegar. me fizeram umas perguntas de onde doía, apalparam as pernas, eu disse que doía o braço direito e as costas e que parecia que o polegar não estava no lugar. Questionaram como tirariam a jaqueta (havia pegado emprestado do meu irmão) eu disse podia cortar ao mesmo tempo em que o outro socorrista que estava do lado dizia o mesmo. Cortaram a jaqueta e a  blusa de lã verde linda que ganhei da minha amiga Cida, pensei nisso na hora (onde já se viu?)!!! Mas sabia que não conseguiria tirar a jaqueta do braço esquerdo por causa da dor nas costas, só saberia que tinha uma costela quebrada dois dias depois, eu estava usando uma bolsa a tiracolo que eu amo e perguntei... será que dá pra tirar a bolsa sem cortar a alça?(De novo não sei como conseguia pensar nisso). Os rapazes do corpo de bombeiros foram super gentis, cuidadosos e tiveram extremo cuidado ao imobilizar meu braço, ouvi quando um dizia pro outro, temos que colocar ela invertida na maca por causa do braço. Tiraram a bolsa e fiquei me perguntando se tiveram que cortar a alça...ouvi o meu telefone tocar e achei que fosse a Maria, pedi pra eles atenderem ao que me responderam: Primeiro vamos cuidar de você! Ai que ironia, sempre falo isso para meus pacientes quando querem algo que pode esperar, agora sei como se sentem. Colocaram o colar cervical, posicionaram meu braço direito e imobilizaram fizeram o mesmo com a mão esquerda, gemi de dor. Me colocaram na ambulância com a cabeça para porta e um dos socorristas sentou no banco lateral e foi segurando meu braço que também doía muito, principalmente depois de mexerem para imobilizar, expliquei que trabalhava no InCor e se podiam me levar para o Hospital das Clínicas. Pediram autorização acho que para a central deles e foi autorizado. Me emociono de lembrar a gentileza com que fui socorrida. Continua....

Pano de Prato com Laço -- PAP

Quanto tempo longe das postagens no blog. Esse é meu novo cantinho com novo nome mas as mesmas postagens de antes. Dei uma repaginada no bl...